Como funciona esta bateria nuclear de 433 anos?
Os sistemas de energia com radioisótopos geram eletricidade a partir do calor natural produzido pelo decaimento radioativo dos isótopos. O calor é convertido em eletricidade usando conversores Stirling de pistão livre. Esses conversores foram testados para operação contínua com desgaste mínimo por mais de uma década, tornando-os adequados para ambientes de microgravidade.
O American-241, atualmente em avaliação pela NASA, uma colaboração entre a Universidade de Leicester e laboratórios nacionais dos EUA (incluindo Oak Ridge, Idaho e Los Alamos), apresenta uma decadência lenta. Isto significa que a bateria pode fornecer energia utilizável durante séculos, em vez de décadas.
Vantagens do Amerício-241 sobre as baterias de plutônio-238 existentes
- Longa vida útil: A meia-vida do amerício-241 de 433 anos é cinco vezes maior que a do plutônio-238, de 88 anos.
- Energia confiável no espaço profundo: O sistema opera independentemente da luz solar e não requer recarga ou manutenção.
- Geração Constante de Energia: Ele fornece energia constante para instrumentos, sistemas de comunicação e componentes eletrônicos de bordo, mesmo durante missões que duram centenas de anos.
Embora o amerício-241 não produza uma potência inicial mais elevada do que o plutónio-238, a sua vida útil mais longa torna-o adequado para missões de longa duração no sistema solar exterior e mais além.
Possível impacto em futuras missões espaciais
Esta bateria nuclear permite que a nave espacial explore os confins do espaço durante gerações sem limitações de energia. Missões que costumavam ficar sem energia após algumas décadas podem agora operar de forma confiável durante séculos, abrindo novas possibilidades para sondas interestelares e exploração planetária de longo prazo.
A tecnologia ainda está em fase experimental e de desenvolvimento e ainda não substituiu o plutônio-238 em espaçonaves operacionais, mas os primeiros resultados são promissores.
(com entradas TOI)