Hoje, em 2026, o dia serve como um ponto de controlo crítico para os direitos globais, lembrando-nos que as liberdades de que as mulheres desfrutam hoje começaram com uma recusa em aceitar os limites do passado. Desde as fábricas de Nova Iorque do século XIX até às salas de reuniões digitais de hoje, o dia 8 de Março continua a ser a data definitiva do calendário para a luta contínua pela justiça e igualdade universais.
Por que o Dia da Mulher é comemorado em 8 de março?
A razão mais importante para a data de 8 de Março vem da Revolução Russa de 1917. Neste dia (que era 23 de Fevereiro no calendário juliano então usado na Rússia), as mulheres trabalhadoras têxteis em Petrogrado iniciaram uma greve massiva exigindo o fim da Primeira Guerra Mundial e da escassez de alimentos. Esta manifestação de “pão e paz” acabou por levar à abdicação do czar e a um Governo Provisório que concedeu às mulheres o direito de voto. Em 1922, a data foi oficialmente definida como 8 de março para homenagear a sua bravura, e a observância foi posteriormente formalizada pelas Nações Unidas em 1977.
Qual é o tema do Dia Internacional da Mulher para 2026?
Em 2026, as Nações Unidas e ativistas globais apresentaram um tema duplo. O tema oficial da ONU é “Direitos. Justiça. Acção. Para Todas as Mulheres e Raparigas”, que apela à responsabilização estrutural e à eliminação de leis discriminatórias. Junto a isso, a organização do Dia Internacional da Mulher promove a campanha “Dar para Ganhar”. Esta mensagem sublinha que quando a sociedade “dá” ou investe nas mulheres – através da educação, da igualdade de remuneração e de oportunidades – todos “beneficiam” através da inovação e de comunidades mais fortes.
Por que todos deveriam apoiar a campanha #GiveToGain?
A campanha #GiveToGain de 2026 é um apelo à ação para que indivíduos e empresas ultrapassem os gestos vazios. Incentiva os consultores a dedicarem o seu tempo, as empresas a pagarem igualmente e os governos a proporcionarem segurança e justiça. A filosofia é que o empoderamento não é a subtração do poder de outros, mas a “multiplicação intencional” do progresso que eleva as famílias, as economias e as gerações futuras.