Escolher um telemóvel que alie um desempenho robusto a um custo justo continua a ser um desafio para a maioria dos consumidores. Com o mercado inundado de opções, a equipa do 4gnews compilou uma seleção rigorosa dos dispositivos que dominam o segmento qualidade-preço neste ano de 2026, focando-se em pilares essenciais como a capacidade fotográfica, a autonomia e a durabilidade. No entanto, enquanto olhamos para o presente, o futuro próximo também se desenha com fugas de informação sobre os próximos topos de gama da Samsung.
Os campeões do segmento intermédio
No topo das preferências surge o POCO X7 Pro, que se afirma como o grande candidato a líder deste segmento. Este dispositivo destaca-se pelo seu ecrã AMOLED de 1.5K com 6,67 polegadas, oferecendo 20.000 níveis de ajuste automático de brilho. Com uma bateria generosa de 6000 mAh e carregamento de 90W, é um telemóvel que, rondando os 300 euros, consegue fazer frente a equipamentos substancialmente mais dispendiosos, pecando apenas pelo excesso de aplicações pré-instaladas.
Para os fiéis ao ecossistema sul-coreano, o Samsung Galaxy A56 apresenta-se como uma alternativa sólida. Lançado em março, e embora não ostente o poderio do Snapdragon 8 Elite, não desilude graças ao processador Exynos 1580 e à garantia de seis anos de atualizações de sistema. O conjunto de câmaras é versátil, com um sensor principal de 50 MP, e a capacidade de gravação em 4K satisfaz a maioria dos utilizadores, ainda que a velocidade de carregamento deixe algo a desejar.
Num registo estético diferenciado, o Nothing Phone (3a) mantém a linguagem de design industrial da marca. Para além de ser visualmente único, oferece um excelente ecrã e uma autonomia de topo. O processador Snapdragon 7s Gen 3 garante fluidez, e a teleobjetiva com zoom ótico de 2 vezes (digital até 30 vezes) é um trunfo, apesar de se notar um recuo na resolução da lente ultra grande angular face a gerações anteriores.
Bateria e fotografia em destaque
Para quem privilegia a autonomia acima de tudo, o Xiaomi Redmi Note 15 posiciona-se como a referência. Embora não seja o mais potente da sua classe, a bateria de 6000 mAh e o ecrã AMOLED de 120 Hz compensam, juntamente com uma câmara principal de 108 MP. Já o Google Pixel 9a assume-se como a escolha óbvia para os entusiastas da fotografia. Com o “Android puro” e sete anos de atualizações garantidas, este modelo oferece a melhor câmara para o seu preço, tirando partido dos algoritmos da Google, ainda que o carregamento continue a ser mais lento do que a concorrência.
Outras opções a considerar incluem o Motorola Moto G56, que aposta na elegância e numa construção robusta com certificação IP68, ideal para quem procura estilo e boa bateria, embora não seja indicado para jogos pesados e ofereça um suporte de software limitado. Num patamar superior, roçando quase os topos de gama, encontra-se o Xiaomi 15T. Equipado com câmaras Leica e o processador MediaTek Dimensity 8400, é um intermediário de luxo que justifica o investimento para quem procura mais performance.
O que esperar do futuro topo de gama da Samsung
Enquanto o mercado de gama média fervilha, a atenção vira-se também para o que aí vem no segmento premium. Surgiram recentemente detalhes importantes sobre a próxima linha Galaxy S26 da Samsung, cujas fugas de informação apontam para novidades nas cores e na estratégia de preços. Segundo o conhecido leaker Evan Blass, a paleta de cores será composta por Preto, Branco, “Silver Shadow”, Azul Céu, Violeta Cobalto e Ouro Rosa. Trata-se de uma seleção de tons bastante conservadora, que poderá desapontar quem esperava algo mais arrojado, à semelhança do que a concorrência tem feito.
No que toca a preços, as notícias são encorajadoras. Fontes coreanas indicam que a Samsung está a envidar esforços para que o Galaxy S26 Ultra, o modelo mais dispendioso, não ultrapasse a barreira dos 2 milhões de won. Convertendo para valores ocidentais, isto rondaria os 1.360 dólares, o que representa um aumento marginal face ao modelo anterior. Manter este preço seria um feito notável da gigante tecnológica, especialmente num contexto de escassez de memória RAM e do consequente aumento dos custos de produção dos chips. Resta agora aguardar pelo anúncio oficial do evento de lançamento para confirmar se estes rumores se materializam.