9 de junho—***
Adotei o que considero uma visão impopular do caso Brendan Sorsby.
Na segunda-feira, um tribunal do Texas decidiu que o quarterback do Texas Tech será elegível em 2026. A decisão veio depois que Sorsby admitiu apostar em esportes.
Os críticos aderiram à decisão, apontando que ela vai contra a história. Os atletas nunca foram autorizados a apostar em esportes.
Mas parece-me que, nos últimos anos, muitos padrões anteriores dos esportes universitários foram apagados.
Não me lembro de jogadores ganhando US$ 5 milhões por ano na década de 1970. Pelo menos, não ouvimos falar.
Não me lembro de atletas terem podido mudar de escola todos os anos na década de 1980.
Devo ter esquecido que as escolas doaram US$ 20 milhões por ano aos atletas na década de 1990.
O que sempre consideramos padrões universitários foi removido. Aquela linha vermelha que você não ousou cruzar foi apagada.
No caso Sorsby, a NCAA está buscando alívio nos tribunais. Felizmente, a organização não está prendendo a respiração coletivamente. Observando tudo, é um pouco difícil imaginar uma decisão judicial do Texas contra os Red Raiders.
Aqui estamos agora. Não importa o quão triste você esteja ou quão ilógico isso seja. Aparentemente, as regras foram feitas para serem quebradas.
É importante perceber que existe uma pessoa na vida real ligada a esta história. E uma equipe da vida real. É claro que Sorsby tem grandes problemas com os quais precisa lidar agora e no futuro. Cada movimento seu será observado de perto. Se ele voltar aos velhos padrões, a notícia provavelmente se espalhará.
Os críticos apontam que a Texas Tech está colocando seus próprios interesses à frente da saúde geral do esporte. E por que isso nos surpreende? Numa altura em que parece que “ganhar a todo custo” é o mantra, a Tech está a tentar fazer o que considera melhor para o seu programa.
É possível chegar a um acordo entre a escola e a NCAA? Talvez, mas não tenho certeza de como é. A organização não quer Sorsby em campo e o time quer que ele jogue. Não vejo um meio termo aí.
Talvez seja necessário haver uma conversa mais profunda sobre as relações de longo prazo entre os esportes universitários, seus parceiros de mídia e a indústria do jogo. Como já escrevi neste espaço antes, parece hipócrita punir um atleta por jogar enquanto geralmente ganha dinheiro com jogos de azar. As redes precisam ganhar dinheiro. Eu entendo isso. Mas, na melhor das hipóteses, a conexão envia a mensagem errada.
Esta história será uma grande festa de verão e outono.