Sir Keir Starmer foi coautor de um relatório que concluiu que o afastamento dos julgamentos com júri levou a condenações injustas na Irlanda do Norte na década de 1990.
Um relatório de 1992, da autoria do Primeiro-Ministro, concluiu que a abolição dos júris na Irlanda do Norte durante os problemas aumentou o risco de condenações injustas.
O documento, produzido pela Associação de Advogados Socialistas de Haldane, alertava que o sistema judicial de Diplock, composto apenas por juízes, dificultava o exame adequado das provas e o estabelecimento de dúvidas razoáveis.
A revelação, revelada pelo Telegraph, representa uma ameaça à proposta do secretário da Justiça, David Lammy, de limitar os julgamentos com júri em Inglaterra e no País de Gales, numa tentativa de reduzir o atraso nos tribunais.
É mais um golpe nos esforços de Lammy, que já foi nomeado deputado trabalhista rebelde no Comité de Contas Públicas para impedir que membros da oposição votem contra a reforma.
Sir Keir disse no início deste ano que cortar os julgamentos com júri era um “argumento de princípio” para servir justiça às vítimas.
É uma mudança de tom em relação a um relatório do início dos anos 90 que o primeiro-ministro ajudou a escrever, que concluía que a falta de júris estava a confundir a desconexão entre decidir os factos e aplicar a lei.
Dizia: “A posição jurídica é tal que permite que condenações injustas sejam feitas sem erros processuais ou judiciais”.
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