Delineando a agenda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Pascal Confavreux, disse que a reunião acontecerá imediatamente após uma reunião informal de ministros como parte da Assembleia Geral da ONU e servirá como um passo preparatório antes da cúpula dos líderes do G7. “Tudo isto culmina na preparação da cimeira de Evian. Ela será realizada entre 13 e 15 de junho”, afirmou o briefing, acrescentando que as discussões ajudariam a moldar os resultados das deliberações dos líderes.
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A reunião discutirá tanto crises imediatas como questões estruturais de longo prazo. “Obviamente, tentaremos, tanto quanto possível, não apenas esta recolha informal do que é dito em geral na reunião do G7, mas obter alguns resultados tangíveis”, disse o responsável, sublinhando a necessidade de resultados acionáveis.
Um foco significativo será colocado na Ucrânia, com sessões planeadas sobre reconstrução e segurança regional mais ampla. “A segunda sessão será sobre reconstrução. O objectivo é produzir pelo menos três resultados”, afirmou o briefing, referindo-se às discussões sobre segurança nuclear, desminagem humanitária e financiamento da reconstrução. O papel das instituições financeiras internacionais, como o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), deve ser destacado, especialmente na mobilização de investimento para a recuperação da Ucrânia.
As discussões também se estenderão à segurança marítima e às cadeias de abastecimento globais. Também lidaremos com ameaças mais amplas, como o narcotráfico e a segurança marítima relacionadas com minerais críticos”, disse o responsável. Também é esperada uma sessão dedicada ao exercício da liberdade de navegação e rotas marítimas.
No que diz respeito às reformas de governação, o G7 pretende quadros multilaterais mais eficazes. “De modo mais geral, a partir daí surgirão abordagens mais inovadoras para a integração de ameaças horizontais que põem em perigo a soberania de diferentes Estados”, afirma o comunicado, sublinhando os esforços para repensar as estruturas de governação global. Estratégia de divulgação. “Teremos todas estas sessões nas manhãs de quinta e sexta-feira”, disseram as autoridades, acrescentando que vários eventos paralelos e almoços de trabalho facilitariam intercâmbios mais profundos.
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Na conclusão do briefing, a parte francesa enfatizou a importância da coordenação e da comunicação. “Uma coisa importante: somos a favor, tanto quanto podemos, das trocas livres e das trocas de francos”, disse o responsável, acrescentando que a reunião pretende entregar “o máximo que pudermos” em termos de resultados concretos.
Espera-se que o FMM do G7 molde a cimeira dos líderes, com uma forte ênfase na Ucrânia, na segurança internacional e nas reformas institucionais.