Seg. Abr 20th, 2026

Os cientistas há muito que se concentram nas regiões polares da Lua, onde a água gelada fica presa em crateras permanentemente sombreadas. Um novo estudo publicado na Nature Astronomy confirma que este gelo tem vindo a acumular-se há cerca de 1,5 mil milhões de anos, fornecendo novas informações sobre a evolução da Lua.

Usando dados do Lunar Reconnaissance Orbiter, os pesquisadores descobriram que o acúmulo de gelo é um processo constante e contínuo, fornecido por impactos cometários e interações com o vento solar. Com o tempo, as mudanças na inclinação axial da Lua desenvolveram estas armadilhas frias, permitindo-lhes capturar e reter mais água.

As descobertas destacam as regiões polares lunares como um recurso importante, fortalecendo o seu papel no apoio a futuras missões de exploração do espaço profundo.

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Desbloquear o potencial do gás

Os investigadores confirmaram a existência de um antigo reservatório de gelo na Lua, com cerca de 1,5 mil milhões de anos, abrindo novas possibilidades para o programa Artemis da NASA. Em vez de estar concentrado num só lugar, este gelo está espalhado por diferentes regiões, misturando-se com o solo lunar e enterrado em diferentes profundidades dependendo da sua idade.

Devido à sua complexa distribuição e composição, a extração deste gelo requer técnicas altamente precisas e cuidadosamente projetadas. Além do seu valor científico, o gelo representa um recurso crítico in situ. Pode ser processado através de eletrólise para produzir combustível de hidrogénio e oxigénio – componentes essenciais da propulsão de foguetes – bem como oxigénio para sustentar a vida humana em missões.

Como resultado, o gelo lunar poderia servir como uma reserva estratégica de propulsor, actuando efectivamente como um “posto de gasolina” de reabastecimento para futuras missões no espaço profundo, incluindo viagens a Marte.

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