O ex-jogador Zé Roberto falou abertamente sobre sua trajetória no futebol em entrevista para Cotações abertas em ge.
Com passagens memoráveis por grandes clubes e pela Seleção Brasileira, ele compartilhou os altos e baixos de uma carreira que durou até os 43 anos, destacando uma explicação inusitada para seu “desaparecimento” do poderoso Real Madrid.
Vício em videogame
O início da viagem à Europa não foi como o esperado. Contratado pelo Real Madrid aos 21 anos, recém-casado, Zé Roberto admite que a falta de maturidade e o vício em videogames o atrapalharam.
Anúncio
“O videogame me distraía muito… Um dos meus sonhos… era ter um PlayStation. E compramos… passávamos o dia todo e, à noite, jogávamos videogame”, revelou o ex-gamer, explicando como o estresse de tentar “vencer” jogos como Crash Bandicoot o levou a comer à meia-noite e, consequentemente, a perder a forma física. “É algo que hoje distrai e desfoca muitos atletas”, reflete. Sua passagem pelo clube espanhol durou pouco mais de um ano, com 21 partidas disputadas.
A reviravolta e a disciplina física
Depois de retornar ao Brasil para uma curta passagem pelo Flamengo, Zé Roberto voltou à Europa, desta vez pelo Bayer Leverkusen, na Alemanha.
Por conta dessa experiência, ele percebeu a importância do preparo físico. Mais tarde, aos 35 anos, de volta ao Bayern de Munique, consolidou sua rotina de cuidados com o corpo, algo que mantém até hoje.
Anúncio
Sobre a disciplina, atreveu-se até a comparar-se com Cristiano Ronaldo: “Quando joguei, acho que era (mais disciplinado). Depois que terminei a carreira, ainda sou um cara muito regulamentado, disciplinado”.
Falhas na seleção nacional e racismo
Zé Roberto não escondeu a tristeza por ter perdido a Copa do Mundo de 2002: “Fiquei com raiva? Claro que nem assisti à Copa do Mundo. Foi aí que vivi meu luto”.
Ele também lembrou da eliminação na Copa do Mundo de 2006, dizendo que a Seleção Brasileira era a favorita, mas faltava preparo físico para alguns jogadores.
Sobre o racismo no futebol, Zé Roberto foi enfático: “Para mim o racismo é um câncer para o qual não encontraram cura… É nojento falar de racismo hoje em dia e ainda não há punição severa”.
Anúncio
A vida depois do futebol
Aos 51 anos, Zé Roberto diz estar na “melhor fase da sua vida”. Atualmente, se dedica a ministrar palestras motivacionais e atuar como mentor de jovens atletas, além de inspirar seus seguidores com sua rotina de treinos nas redes sociais. “Ser uma inspiração é o que mais me motiva. Me dá um propósito.”
Ele também elogiou Neymar e acreditou em seu potencial para a Copa do Mundo de 2026: “Na última convocação não havia nenhum jogador com o talento e a qualidade de Neymar.
Este artigo foi traduzido para o inglês pela Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em aqui.