O Ministério dos Transportes chinês organizou uma “operação especial de fiscalização do tráfego marítimo” no sábado, informou a agência de notícias oficial Xinhua. O relatório afirma que a medida visa exercer a “jurisdição administrativa marítima” da China e proteger os interesses nacionais.
As ações representam uma resposta crescente de Pequim ao recente anúncio de Tóquio e Manila de manter conversações para resolver questões fronteiriças. A disputa gira em torno das águas a leste de Taiwan, uma democracia autónoma que Pequim reivindica como seu território. A área também se sobrepõe às zonas económicas exclusivas reivindicadas pela China.
As conversações “violam gravemente a soberania territorial, os direitos e interesses marítimos da China”, afirma o relatório da Xinhua.
A implantação de sábado inclui as agências marítimas de Fujian, Guangdong e Mar da China Oriental. Seguiu-se à decisão da China, em 1º de junho, de enviar navios da guarda costeira em “patrulhas de aplicação da lei” a leste de Taiwan em protesto.
O Ministério da Defesa de Taiwan não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado fora do horário comercial normal. A tensão decorre de uma reunião na semana passada entre o primeiro-ministro japonês, Sane Takaichi, e o presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr.
Ambos os países despertaram a ira de Pequim em declarações recentes sobre Taiwan. O líder filipino disse no mês passado que o seu país estaria envolvido num conflito envolvendo Taiwan devido à sua proximidade com a ilha, enquanto Takaichi disse em Novembro que uma ocupação chinesa de Taiwan justificaria o envio de tropas do Japão.