Qua. Mai 27th, 2026

Robin Uthappa faz uma comparação impressionante entre o críquete profissional e o mundo corporativo, onde agora trabalha como treinador. Ele explica: “É um esporte individual dentro de um esporte coletivo, que é como a vida corporativa. Você está dentro da equipe, tem uma função e precisa trabalhar com outras pessoas para alcançar o que essa função exige.

Ele explica sobre essa pressão: “Há uma insegurança inata com a qual você trabalha, sempre de olho por cima do ombro”.

Uma longa jornada IPL e novos começos

Uthappa teve uma carreira de 15 anos na Premier League indiana de 2008 a 2022, representando times como Mumbai Indians, Royal Challengers Bengaluru, Pune Warriors India, Kolkata Knight Riders, Rajasthan Royals e Chennai Super Kings.

Hoje, ele traz sua experiência para a True, plataforma de coaching focada em coaching de alta performance, liderança e saúde mental para homens. Chamando isso de profundamente pessoal, ele compartilha: “Vejo o serviço como o propósito da minha vida”.

No início de 2023, ele se mudou com sua família de Bengaluru para Dubai e continuou sua jornada além do críquete.

Lidando com desafios de saúde mental

O National News relata que Uthappa foi sincero sobre suas lutas pessoais, incluindo uma fase difícil durante a qual ele teve pensamentos suicidas durante o IPL de 2009 na África do Sul. “Eu disse: ‘Você pode vir aqui por algumas semanas porque sinto que algo está errado’”, diz ele, relembrando aquela época, descrevendo como não entendia completamente o que estava acontecendo, mas sabia que precisava de ajuda.

Depois de retornar à Índia, ele procurou terapia por conselho de sua mãe. No entanto, o estigma social dificultou-lhe falar abertamente sobre a sua saúde mental. “Na Índia, naquela época, especialmente para os homens na maioria dos lugares, isso ainda era considerado um tabu… então eu disse ‘tudo bem’ porque estava tentando me recuperar”, explica ele. Depois de alguns meses de aconselhamento, ele começou a se sentir mais fortalecido: “Por que não conto isso às pessoas?”

Uma luta por identidade e propósito

Apesar da melhora inicial, a saúde mental de Uthappa piorou novamente quando a terapia foi interrompida. Ele começou a perder a paixão pelo críquete e descreveu esta fase como um “momento maravilhoso”.

Durante este período, ele se sentiu preso entre duas escolhas extremas. “Eu disse a ela que me restavam duas opções: ou poderia acabar com a minha vida, ou poderia ir para outra parte do mundo e começar minha vida de novo, onde ninguém me conhecesse”, revela. Mesmo o sucesso financeiro não trouxe alívio: “Nenhuma quantia de dinheiro me fez sentir melhor.”

Encontrando a felicidade novamente

Foi seu então amigo e agora esposa Gautam quem o ajudou a encontrar uma nova perspectiva. Ela o encorajou a dar um passo para trás e dar um tempo. Seu conselho foi simples, mas poderoso: “Jogue não para voltar ao time indiano e competir com qualquer um, mas porque você adora. Depois disso, se ainda quiser desistir, faça-o.”, segundo o National News.

Depois disso, Uthappa redescobriu seu amor pelo críquete e jogou “de um lugar de pura alegria”, uma virada em sua carreira e vida pessoal.

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