Quem são os acusados?
Syed Ahmed Mohiuddin, de Hyderabad, Azad e Muhammad Suhail de Uttar Pradesh estão entre os acusados, de acordo com um comunicado divulgado pela agência na terça-feira. Os investigadores afirmam que o trio trabalhou junto a mando de manipuladores estrangeiros ligados ao Estado Islâmico.
A agência disse que os acusados estavam envolvidos no recrutamento de jovens vulneráveis para se tornarem terroristas, com o objectivo de apoiar actividades terroristas e espalhar o medo através de armas proibidas e métodos de bio-terrorismo.
Qual era o suposto plano?
A NIA disse que o grupo planejava usar ricina, uma toxina derivada de sementes de mamona classificada na Lista I da Convenção sobre Armas Químicas. Esta substância é considerada muito perigosa mesmo em pequenas quantidades.
As autoridades descreveram a conspiração como parte da “agenda nefasta” do ISIS.
Virada do caso
O caso veio à tona pela primeira vez em novembro de 2025, quando o Esquadrão Antiterrorismo de Gujarat (ATS) prendeu Mohiuddin em uma praça de pedágio. Armas ilegais, uma garrafa contendo quatro litros de óleo de rícino e outros itens suspeitos teriam sido encontrados em seu carro.
Azad e Suhail foram presos no mesmo dia durante uma investigação da ATS.
Movimento de dinheiro e armas
A investigação revelou que Azad e Suhail recolheram pacotes contendo dinheiro e proibiram armas num local de entrega em Hanumangarh, Rajastão. Esses itens foram posteriormente depositados em um local em Chhatral, Gujarat, para Mohiuddin recuperar.
Dentro da suposta rede
Depois de assumir a investigação em janeiro de 2026, a NIA disse ter descoberto uma ligação profunda dentro do grupo. A agência alegou que foi oferecido a Mohiuddin o cargo de emir do ISIS no Sul da Ásia.
Os investigadores também alegaram que ele converteu sua residência em Hyderabad em uma instalação secreta para preparar ricina.
Papéis dos co-acusados
A agência disse que Azad e Suhail estavam cientes da conspiração maior e participaram ativamente dela. As suas funções incluem a comunicação com os manipuladores, a gestão de fundos ligados a atividades terroristas, a realização de vigilância e o manuseamento de armas ilegais.
Suhail, em particular, foi descrito como um elo importante entre o treinador e os outros membros. Ele supostamente ajudou no recrutamento, coordenação e manuseio de carga de fundos e armas. A NIA também disse que ele gravou vídeos de Bayah (juramento) e preparou bandeiras do ISIS.
Panorama geral
O caso destaca preocupações sobre o uso de métodos não convencionais, como o bioterrorismo, em conspirações terroristas. Os investigadores acreditam que os suspeitos tentaram construir uma rede combinando radicalização, logística e ameaças químicas.
O caso está agora pendente em um tribunal especial, onde novos procedimentos determinarão o andamento do caso.