A visita de Trump a Pequim, a primeira de um presidente dos EUA em quase uma década, prolonga-se até sexta-feira, com a guerra do Irão a prejudicar os índices de aprovação interna antes das eleições intercalares.
Xi disse que os dois líderes concordaram, numa declaração do Ministério das Relações Exteriores da China, que a construção de um relacionamento construtivo e estrategicamente sustentável orientará as relações nos próximos três anos e além.
Xi descreveu essas relações como baseadas principalmente na cooperação, mas também na “competição medida por uma estabilidade comum na qual as diferenças possam ser administradas e uma estabilidade duradoura na qual a paz possa ser esperada”, acrescentou o ministério.
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Analistas disseram que a referência a laços “construtivos e estrategicamente estáveis” mostrou que a China estava buscando gradações nas relações que forneceriam uma estrutura para a diplomacia que poderia administrar as relações multilaterais com os Estados Unidos.
“É uma linguagem nova e penso que reflecte o desejo da China de fornecer mais protecções institucionais às relações EUA-China, tanto de concorrência como de cooperação”, disse Joe Mazur, analista de geopolítica da consultora Trivium China, com sede em Pequim. A durabilidade da nova estrutura pode ser testada, disse Zhao Minghao, especialista em relações internacionais da Universidade Fudan, em Xangai.
Mesmo quando Xi falou de cooperação, ele enfatizou a “extrema cautela” dos Estados Unidos ao lidar com a questão de Taiwan, uma ilha governada democraticamente e reivindicada pela China, embora Taipei rejeite a disputa.
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“Se forem mal administrados, os dois países poderão colidir ou entrar em conflito, o que colocará toda a relação sino-americana numa situação extremamente perigosa”, disse o líder chinês.