Foi anunciado que o chefe de hardware da Apple, John Ternes, foi escolhido como o novo CEO. Ternus tem 50 anos e atualmente lidera a equipe de engenharia de hardware da Apple. A mudança repentina de liderança pegou de surpresa os investidores de Wall Street. Conforme observado pela Reuters, os especialistas dizem que isto levanta a questão de saber se a Ternus será capaz de manter o ritmo de crescimento rápido que Cook estabeleceu.
O legado e a influência de Tim Cook
A saída de Cook marca um dos períodos de liderança de maior sucesso na história empresarial dos EUA. Durante seu mandato, os lucros anuais da Apple aumentaram 4 vezes, para US$ 110 bilhões, e o patrimônio líquido da empresa aumentou 10 vezes, para quase US$ 4 trilhões, observou o New York Times. Cook substituiu Steve Jobs como CEO em 2011, pouco antes da morte de Jobs. Ele ajudou a transformar a Apple em um gigante global de tecnologia com uma grande rede de distribuição na China, Índia e Brasil. O ex-CFO da Apple, Peter Oppenheimer, disse que Cook desempenhou a função extremamente bem, apesar da pressão.
Leia também: Pequenas empresas dos EUA puxam investimentos: CapEx planeja 16% em março, o menor desde 2009
O novo CEO da Apple é John Ternes
Ternus ingressou na Apple em 2001 e cresceu dentro da empresa ao longo dos anos. Ele desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de computadores Mac e iPads. Ele se tornará o oitavo CEO da Apple e o terceiro desde que Steve Jobs retornou em 1997. Ternes disse estar otimista em relação ao futuro da Apple e promete dar continuidade aos seus valores e visão, conforme afirma o New York Times.
Desafios futuros para a Apple
Ternus assume o comando em um momento em que a Apple não lançou uma nova categoria importante de produtos nos últimos anos. A empresa enfrenta preocupações sobre a sua estratégia de longo prazo, especialmente em torno da inteligência artificial (IA). A Apple tem sido mais lenta do que os rivais em gastar muito no desenvolvimento de IA. Vários altos executivos saíram recentemente, deixando os investidores preocupados com a profundidade da liderança. A empresa enfrenta desafios políticos e globais, como tarifas, questões antitruste e tensões com a China. Cook tornou-se um diplomata-chave na gestão das relações entre os governos dos EUA e da China.
Perspectiva positiva e sentimento do investidor
Apesar da mudança de liderança, a Apple continua a ser uma das empresas mais lucrativas do mundo. As fortes vendas de iPhones, Apple Watch, iCloud e Apple Pay continuam a apoiar o negócio. De acordo com Eric Woodring, analista do Morgan Stanley, os investidores não devem entrar em pânico com as pressões de custos de curto prazo, conforme citado pela Barron’s. O aumento dos custos de memória pode reduzir as margens, mas isso já é esperado pelo mercado.Leia também: Maior crise energética de todos os tempos: 600 milhões de barris perdidos, choque do petróleo agita preços, inflação e mercados
A forte demanda pelo iPhone pode levar a uma perspectiva melhor do que o esperado para o trimestre de junho. Woodring disse que as ações da Apple podem atingir US$ 300 acima do recorde anterior em setembro. Ele também atribuiu uma meta mais alta de longo prazo de US$ 315 e classificou a ação como “Overweight”, conforme observado pelo MacDailyNews. O crescimento futuro pode vir de atualizações do Siri com tecnologia de IA e do lançamento de um iPhone dobrável. A Apple se destaca porque gera um forte fluxo de caixa enquanto os rivais gastam pesadamente em infraestrutura de IA.
A ligeira queda nas ações da Apple deveu-se à incerteza após a saída de Cook, e não à fraqueza dos negócios. O foco agora se volta para como John Ternes está conduzindo a Apple ao seu próximo nível, especialmente em IA e inovação.
Perguntas frequentes
Q1. Por que Tim Cook renunciou ao cargo de CEO da Apple?
Tim Cook está deixando o cargo após quase 15 anos para assumir uma nova função como presidente executivo e liderar um novo CEO.
Q2. Quem é o novo CEO da Apple depois de Tim Cook?
O chefe de hardware da Apple, John Ternes, é o novo CEO e liderará a empresa.